Academia Sénior
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ASO
Literatura Universal
A nossa experiência literária atual costuma ser dominada pelo romance, o género mais assimilado por leitores e críticos. Ainda que o romance seja o "género rei" da literatura atual, nem sempre foi assim. O romance pode ser considerado o fruto de um trabalho que demorou séculos a constituir-se como uma aventura da sensibilidade humana na conformação de um meio para dar conta da experiência neste mundo.
O curso propõe uma abordagem diacrónica à formação do romance enquanto género literário, abrangendo os seus antecedentes, a sua evolução histórica e a sua situação atual. A disciplina inclui um conjunto de textos literários que serão complementados com leituras secundárias e exemplos que estimulem a discussão e a avaliação das particularidades das diferentes manifestações do género.
Géneros literários: o Romance na literatura europeia.
Objetivo geral:
-Identificar ao Romance por parte da sensibilidade estética de ocidente.
Objetivos específicos:
- Valorar obras literárias dentro do seu contexto histórico-cultural.
- Estudar os fundamentos e aportes da Teoria dos Géneros Literários.
NÍVEL ÚNICO
Conteúdos programáticos:
1º trimestre: Antecedentes do Romance.
- Teoria geral dos Géneros Literários.
- Géneros tradicionais: Épica, Lírica, Drama.
- Géneros híbridos: primeiros antecedentes do Romance no mundo clássico e a idade media europeia.
2º trimestre: Modernidade.
- Renascimento e barroco: sátira, confissão e picaresca.
- Moral e sentimentos: ilustração e romantismo.
- O romance do século XIX: a experiência do tempo.
3º trimestre: Contemporaneidade.
- Fragmentação da experiência e nostalgia do tempo.
- Retorno a hibridez: o ensaio.
Bibliografia principal
Apolónio de Rodes. (2021). Argonáutica, Livros I e II: Estudo introdutório, tradução e notas (A. A. A. de Sousa, Trad.). Imprensa da Universidade de Coimbra.
Aristóteles. (2025). Poética (A. M. Valente, Trad.; 1.ª ed., 7.ª imp.). Fundação Calouste Gulbenkian.
Labatut, B. (2021). Um Terrível Verdor (G. Pires, Trad.). Elsinore.
Queirós, E. de. (2016). O Mandarim. Livros do Brasil.
Troyes, C. de. (1996). O Cavaleiro da Carroça Lancelote (A. Dias, Trad.). Edições 70.
Voltaire. (2012). Cândido, ou o Optimismo (R. Tavares, Trad.). Tinta da China.
Bibliografia complementar
Bakhtin, M. (2003). Os gêneros do discurso. In M. Bakhtin, Estética da criação verbal (P. Bezerra, Trad.; 4.ª ed., pp. 261–306). Martins Fontes.
Bakhtin, M. (2010). Problemas da poética de Dostoiévski (P. Bezerra, Trad.; 5.ª ed.). Forense Universitária.
Chateaubriand, F.-R. de. (2006). Memórias de além-túmulo (O. Tolentino, Trad.). Companhia das Letras.
Dostoiévski, F. (2022). Noites Brancas (N. Guerra & F. Guerra, Trads.). Editorial Presença.
Grimmelshausen, H. J. von. (2025). Simplicissimus (C. M. Novais Madureira, Trad.). E-primatur.
Jauss, Hans Robert. A história da literatura como provocação à teoria literária. Trad. Sérgio Tellaroli. São Paulo: Ática, 1994. 78p.
Perrault, Charles. (2016). “O século de Luís, o grande”. Viso · Cadernos de estética aplicada Revista eletrônica de estética N°16.
Reis, Carlos. (2007). “José Saramago e o romance como ensaio”. Paulo de Medeiros e José N. Ornelas (eds.), Da Possibilidade do Impossível: Leituras de Saramago. Utrecht: Portuguese Studies Center, pp. 267-274.
Saramago, José. (1998). “De como a personagem foi mestre e o autor seu aprendiz”. Discurso pronunciado a 7 de Dezembro de 1998 na Academia Sueca. https://www.josesaramago.org/wp content/uploads/2021/06/discursos_estocolmo_portugues.pdf

