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Literatura Universal

Professor:

Prof. Daniel Pérez

Horário:

5ª feira | 14h | 1h

Explore a formação do romance, analisando a sua evolução, características e papel na literatura europeia.

Literatura Universal

A nossa experiência literária atual costuma ser dominada pelo romance, o género mais assimilado por leitores e críticos. Ainda que o romance seja o "género rei" da literatura atual, nem sempre foi assim. O romance pode ser considerado o fruto de um trabalho que demorou séculos a constituir-se como uma aventura da sensibilidade humana na conformação de um meio para dar conta da experiência neste mundo. 

O curso propõe uma abordagem diacrónica à formação do romance enquanto género literário, abrangendo os seus antecedentes, a sua evolução histórica e a sua situação atual. A disciplina inclui um conjunto de textos literários que serão complementados com leituras secundárias e exemplos que estimulem a discussão e a avaliação das particularidades das diferentes manifestações do género. 


Géneros literários: o Romance na literatura europeia.


Objetivo geral:

-Identificar ao Romance por parte da sensibilidade estética de ocidente.


Objetivos específicos:

- Valorar obras literárias dentro do seu contexto histórico-cultural.

- Estudar os fundamentos e aportes da Teoria dos Géneros Literários.


NÍVEL ÚNICO


Conteúdos programáticos:

 

1º trimestre: Antecedentes do Romance.


- Teoria geral dos Géneros Literários.

- Géneros tradicionais: Épica, Lírica, Drama.

- Géneros híbridos: primeiros antecedentes do Romance no mundo clássico e a idade media europeia.


2º trimestre: Modernidade.


- Renascimento e barroco: sátira, confissão e picaresca. 

- Moral e sentimentos: ilustração e romantismo. 

- O romance do século XIX: a experiência do tempo. 


3º trimestre: Contemporaneidade.


- Fragmentação da experiência e nostalgia do tempo.

- Retorno a hibridez: o ensaio. 



Bibliografia principal


  • Apolónio de Rodes. (2021). Argonáutica, Livros I e II: Estudo introdutório, tradução e notas (A. A. A. de Sousa, Trad.). Imprensa da Universidade de Coimbra.

  • Aristóteles. (2025). Poética (A. M. Valente, Trad.; 1.ª ed., 7.ª imp.). Fundação Calouste Gulbenkian.

  • Labatut, B. (2021). Um Terrível Verdor (G. Pires, Trad.). Elsinore.

  • Queirós, E. de. (2016). O Mandarim. Livros do Brasil.

  • Troyes, C. de. (1996). O Cavaleiro da Carroça Lancelote (A. Dias, Trad.). Edições 70.

  • Voltaire. (2012). Cândido, ou o Optimismo (R. Tavares, Trad.). Tinta da China.


Bibliografia complementar


  • Bakhtin, M. (2003). Os gêneros do discurso. In M. Bakhtin, Estética da criação verbal (P. Bezerra, Trad.; 4.ª ed., pp. 261–306). Martins Fontes.

  • Bakhtin, M. (2010). Problemas da poética de Dostoiévski (P. Bezerra, Trad.; 5.ª ed.). Forense Universitária.

  • Chateaubriand, F.-R. de. (2006). Memórias de além-túmulo (O. Tolentino, Trad.). Companhia das Letras.

  • Dostoiévski, F. (2022). Noites Brancas (N. Guerra & F. Guerra, Trads.). Editorial Presença.

  • Grimmelshausen, H. J. von. (2025). Simplicissimus (C. M. Novais Madureira, Trad.). E-primatur.

  • Jauss, Hans Robert. A história da literatura como provocação à teoria literária. Trad. Sérgio Tellaroli. São Paulo: Ática, 1994. 78p.

  • Perrault, Charles. (2016). “O século de Luís, o grande”. Viso · Cadernos de estética aplicada Revista eletrônica de estética N°16.

  • Reis, Carlos. (2007). “José Saramago e o romance como ensaio”. Paulo de Medeiros e José N. Ornelas (eds.), Da Possibilidade do Impossível: Leituras de Saramago. Utrecht: Portuguese Studies Center,  pp. 267-274.

  • Saramago, José. (1998). “De  como  a  personagem  foi  mestre  e  o  autor  seu  aprendiz”. Discurso  pronunciado  a  7  de  Dezembro  de  1998  na  Academia  Sueca. https://www.josesaramago.org/wp content/uploads/2021/06/discursos_estocolmo_portugues.pdf


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